2.7.10

e é assim,

a vida.
estou feliz e triste. e falam-me de moças de 1.90.

e eu penso na UMA, será que é como a UMA?

estou triste, feliz, desesperado, eufórico,

se ao menos tivesse alguém, apenas alguém que me compreende-se, era tudo o que pedia.
e os dias passam, as horas passam, os minutos, os segundos, a cerveja a correr pela guela, os pensamento a irem para onde não devem, e eu a pensar,

foda-se, não tu puta,

e a puta a aparecer no meu pensamento, e eu,

não puta, tu não,

e ela a desaparecer, as ninfas, como o nabokov tão bem as definiu a cheirarem, e eu a cheirar,

ai como elas cheiram bem,

e eu a não forcar, apenas a cheirar as ninfinhas, as lolitas,

ai como eu gosto de lolitas,

o nabokov é que tinha razão. apenas isso, nem mais nem menos. as lolitas derretem-nos, e com toda a razão. lolitas há poucas e há que aproveitar. eu no fundo, dos fundos do fundo, quero ser derretido por uma lolita. uma menina fútil,

ai lolita,

frágil, materialista. ai lolita, tu derretes-me o coração.


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